sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O que posso fazer pela minha cidade?

José Fortunati (PDT), Prefeito de POA - Capital do RS

Em plena década de 1960, quando os EUA estavam dando um novo salto de desenvolvimento, o então presidente John Kennedy provocava o povo americano com a seguinte questão: “Não pergunte o que o país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer pelo país”. Atualizando e parafraseando a questão do grande presidente americano, acredito que a pergunta que devemos fazer é a seguinte: “Pergunte o que a sua cidade pode fazer por você. E pergunte o que você pode fazer pela sua cidade”.
É absolutamente legítimo e natural que todos desejem que a sua cidade lhes proporcione a melhor qualidade de vida possível. Todos pagam seus impostos, escolhem seus ve- readores e prefeito e desejam ter uma contrapartida adequada no que diz respeito à prestação de serviços nas áreas da saúde, educação, transporte público, saneamento básico e assim por diante. Deste modo, é absolutamente necessário que o cidadão esteja vigilante, cobrando tudo aquilo que entende que a cidade deve lhe oportunizar para melhorar o seu cotidiano.
O grande problema é que, de modo gradativo, estamos nos esquecendo de indagar “o que podemos fazer pela nossa cidade?”. Felizmente, Porto Alegre é uma metrópole onde a participação democrática da população é um verdadeiro exemplo para o mundo. São milhares de pessoas que participam ativamente do Orçamento Participativo, das associações comunitárias, dos Conselhos Municipais da Criança, das Mulheres, da Saúde, da Assistência Social etc.
Mas o outro lado da moeda tem demonstrado que ainda existe uma parcela significativa da nossa população que desconhece os direitos e interesses coletivos. Ou seja, desejam usufruir (legitimamente) de todas as benesses oferecidas pela cidade, mas não estão preocupadas em dar uma parcela da sua colaboração para torná-la ainda melhor. Basta andar pela cidade e perceber quantos indivíduos jogam lixo no chão, quantos monumentos encontram-se pichados, quantas paradas de ônibus foram depredadas, quantas lixeiras foram quebradas, quantos motoristas deixam de cumprir com a sinalização de trânsito, quantas árvores foram quebradas na via pública, quantos não conservam a calçada defronte ao seu prédio, e assim por diante. E isso não ocorre somente na Capital e nem tampouco é exclusividade das grandes metrópoles.
Imediatamente, todos reclamam, de forma legítima, que (a cidade, por meio do) o poder público tome as devidas providências para sanar o problema. Acabamos esquecendo, porém, de que tudo isso vai sair dos nossos próprios bolsos e que o município terá que investir, na recuperação, coleta e campanhas de esclarecimento, recursos que poderiam estar sendo mais bem alocados para políticas sociais de inclusão de quem mais necessita do apoio.
Como prefeito, assumo totalmente a responsabilidade que a prefeitura possui para dar as melhores condições possíveis à população. E quero continuar aperfeiçoando os serviços públicos. Mas enfatizo o questionamento: o caro cidadão e leitor está dando a sua contribuição para melhorar a nossa cidade?

JOSÉ FORTUNATI
PREFEITO DE PORTO ALEGRE

Um comentário:

Anônimo disse...

oi josè fortunati se você poder me ligar me lige preciso muito falar com você ok um beijo de sua amiga cristiane meu telefone è 92045593 um grande beijo meu anjo mas me lige ta.